Os funcionários da maternidade Flavio Ribeiro em Santa Rita realizaram nesta segunda-feira (17), das 18h30m até ás 19h30m, mais um protesto reivindicando o repasse do atendimento dos serviços prestados pelo SUS da prefeitura de Santa Rita, que está atrasado a dois (2) meses, e os atendimentos foram suspensos pela direção do único hospital que funciona na cidade, com as portas abertas atendendo parcialmente a população e não tem previsão para pagamento de seus funcionários alertou a direção.
Os funcionários do hospital entre eles médicos, enfermeiros, auxiliar de enfermagem, seguranças, atendentes e todos que prestam serviço aquela casa de saúde, se mobilizaram e foram para frente do hospital bloqueando o trânsito aonde na oportunidade houve uma queima de pneus, e muito papel provocando muito fogo e fumaça o qual o trânsito da principal avenida da cidade ficou totalmente paralisada chamando a atenção de todos que por ali passavam em horário de pique, temendo perder o emprego pelo descumprimento dos repasses da prefeitura de Santa Rita, os funcionários se rebelaram a reivindicar prometendo a retomar os protestos caso não seja efetuado o pagamento para garantir seus empregos, declararam.
A enfermeira Adriana Ferreira que é funcionária a cinco (5), disse que temendo perder o emprego devido a falta de pagamento que se tornou uma constante pela prefeitura repassar os recursos do SUS, “vive traumatizada sem seu salário e ser obrigada a vir a trabalhar para atender a população que chega à portal do hospital clamando pelo atendimento que não tem condição de pagar um plano de saúde, e nós funcionários não temos mais previsão de quando vamos receber nossos salários”, “seremos obrigados a paralisar também nossas atividades caso não arrumem uma solução para efetuar o pagamento, afirmou Adriana Ferreira.
De acordo com a direção do hospital Flávio Ribeiro a dois meses que os repasses do SUS dos atendimentos das parcerias estão com atrasos “ e hoje fui obrigada a chamar a atenção de todos os funcionários, que o hospital não tem previsão para efetuar o pagamentos além de suspender a urgência e só atender os casos de estrema gravidade, alem de informar aos usuários para procurar a Unidade de Pronto Atendimento –UPA ou um hospital mais próximo da cidade circunvizinha, “infelizmente temos obrigações a prefeitura diz que todo dia vai efetuar o pagamento e nada acontece, não pensei ainda em reduzir o quadro de funcionários”, revelou a diretora.
A direção disse ainda que o hospital sempre prestou serviço em parceria com a prefeitura de Santa Rita, em relação as outras administrações “é normal o atraso desses repasses, mais não tanto quanto essa gestão que se tornou-se uma constante no atraso e na vida dos que prestam serviço no hospital”, “muitos profissionais foram embora do hospital devido a esses atrasos”, afirmou a direção.
Na gestão do prefeito Reginaldo Pereira os serviços de saúde são considerados os piores da Paraíba, aonde mais de 50% das unidades de saúde estão precariamente funcionando, os salários atrasados e sem o programa “mais médicos”, além do fechamento do hospital infantil e cortou a parceria com o pronto socorro de fratura que existia a mais de 20 anos, ou oitos secretários passaram por esta pasta não muda nada em dois anos e oito meses de gestão.
Fotos: Raulino e Adriana Ferreira
R10 Paraiba / Paraiba Urgente
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