Nilmar passou por todos os exames pedidos pelo Santos e agora espera pela resposta do clube para assinar contrato até o fim de 2018, com salários abaixo do teto salarial (de R$ 200 mil) e bônus por produtividade. O atacante de 32 anos fez testes entre segunda, terça e quarta-feira.
O procedimento padrão é de um ou dois dias de avaliações antes da assinatura de um acordo, mas o Peixe adota cautela por conta do histórico de lesões do jogador, que não atua pelo Al Nasr, seu antigo time, há 14 meses.
– O Santos pediu alguns exames já realizados pelo atleta e depois iremos sentar para acertar as bases contratuais. Acredito que seja rápido – disse o empresário de Nilmar, Ismael Calegário.
Sem grandes recursos financeiros e tempo para maturar jogadores de menor expressão no futebol brasileiro, o Alvinegro acredita que a aposta vale a pena em um momento de carência no ataque. O setor tem dez gols em 11 jogos no Campeonato Brasileiro. Além disso, Vitor Bueno teve lesão grave no joelho e só volta em 2018.
Histórico de Nilmar
Nilmar surgiu nas categorias de base do Inter e começou a se destacar em 2003. Logo virou titular no renovado time colorado – que também tinha a ascensão de Daniel Carvalho. Naquele ano, foi campeão gaúcho – feito que repetiria na temporada seguinte, para então se transferir ao Lyon, da França. Lá, foi campeão francês.
O retorno ao Brasil aconteceu em 2005. Nilmar foi campeão brasileiro com o Corinthians – fez dupla de ataque com Tevez. Na temporada seguinte, porém, sofreu grave lesão no joelho direito. Quando retornou aos campos, teve outro problema, desta vez no joelho esquerdo.
Após briga judicial com o Corinthians, o jogador retornou ao Inter cercado de dúvidas sobre sua condição clínica. E voltou a se destacar. Fez o gol do título da Sul-Americana de 2008 – na prorrogação do jogo contra o Estudiantes. Mas voltou a deixar o clube na temporada seguinte – para defender o Villarreal, da Espanha, de onde depois rumaria ao Catar.
Em 2014, mais uma vez, ele retornou ao Inter, mas sem o destaque de antes. No ano seguinte, voltou ao mundo árabe para atuar pelo Al-Nasr, dos Emirados Árabes. O atacante ficou livre após não renovar o contrato.
Assessoria com GE

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