O deputado estadual Felipe Leitão reuniu, ao lado da prefeita de Bayeux, Tacyana Leitão, mais de 5 mil pessoas em uma grande caminhada realizada neste sábado (5), no bairro do Sesi, em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa.
A mobilização percorreu as ruas do bairro e contou com a participação de moradores, lideranças comunitárias, apoiadores e representantes políticos que acompanharam Felipe e Tacyana durante o percurso.
O ato também serviu para reforçar a proximidade política entre a prefeita e o deputado, que tem concentrado sua atuação parlamentar em ações e investimentos voltados para Bayeux.
Durante a caminhada, Felipe Leitão destacou a importância da participação popular e afirmou que a presença das pessoas nas ruas representa a força de um projeto político voltado para o desenvolvimento do município.
“É uma demonstração muito forte de carinho, confiança e reconhecimento do povo de Bayeux. Estar nas ruas, olhando nos olhos das pessoas e ouvindo suas necessidades, é o que nos motiva a continuar trabalhando”, afirmou o deputado.
A prefeita Tacyana Leitão também acompanhou todo o percurso e ressaltou a importância da união em torno de ações que, segundo ela, buscam melhorar a qualidade de vida da população de Bayeux.
A caminhada no Sesi foi marcada pela grande presença popular e reforçou o cenário de mobilização política de Felipe Leitão em Bayeux, município onde o parlamentar mantém uma de suas principais bases eleitorais.
O Conselho Nacional de Justiça divulgou um estudo nesta segunda-feira (11) que indica que a Paraíba tem a maior taxa de processos relacionados à liberdade de imprensa no Nordeste. O levantamento computou 33 processos contra profissionais da imprensa paraibana, o que equivale ao percentual de 0,8% a cada 100 mil habitantes. Confira aqui a pesquisa completa.
As estatísticas fazem parte de um estudo do Departamento de Pesquisas Judiciárias do Conselho Nacional de Justiça (DPJ/CNJ) obtidas a partir de informações de processos existentes em cadastros da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Associação Nacional de Jornais (ANJ) e Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).
Os dados encaminhados pelas associações de jornalismo foram cruzados com a base de dados do CNJ, considerando tanto os processos em trâmite quanto os já solucionados. O estudo ficou restrito a 2.373 processos. Estima-se que o recorte corresponda a apenas 4,5% do universo de casos existentes no País sobre o tema, que seriam, em cálculo aproximado, 300 mil ações.
Mais da metade dos pedidos se refere a danos morais e a assuntos relacionadas ao direito eleitoral. As ações envolvendo questões eleitorais são geralmente propostas por candidatos ou partidos políticos questionando matérias que teriam prejudicado a sua imagem junto ao eleitorado.
Difamação é o motivo mais frequente das ações, seguido por violação à legislação eleitoral. Como é possível a existência de mais de uma alegação em um mesmo processo, a soma dos quantitativos supera a do número total de ações analisadas na pesquisa.
Presidente do STF defende liberdade de imprensa
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, defendeu nesta segunda-feira a liberdade de expressão nos meios de comunicação e disse que “sem a imprensa livre, a Justiça não funciona bem, o Estado não funciona bem”. A ministra participou da abertura do seminário ’30 anos sem censura: a Constituição de 1988 e a liberdade de imprensa’, em Brasília, sobre os 30 anos da promulgação da Constituição de 1988, que impediu a censura prévia da imprensa, após anos de regime militar.
Após a aprovação da Reforma Trabalhista na esfera do legislativo, especialista em Direito Trabalhista explica alguns pontos acerca da reformulação das normas trabalhistas e alerta sobre alguns pontos que estão causando polêmica.
1. Vale o que for combinado entre empresa e trabalhador
O caráter vai prevalecer, pois a lei explica que o que for combinado entre patrão e empregado tem força de lei, ou seja, é o que vale. Mas como determina a lei nacional, os contratos (inclusive os de trabalho) podem tratar de tudo que não seja contra a lei, e no caso dos contratos de trabalho, não podem ser negociados os direitos essenciais, que são salário mínimo, férias, décimo terceiro salário e FGTS.
2. Acabou a obrigação de o empregado pagar imposto sindical
Cada um de nós trabalhadores, até agora éramos obrigados a “dar” o valor de um dia de nosso trabalho para os sindicatos, mas agora isso acabou! Isso significa que podemos sim contribuir para o sindicato, desde que entendamos que isso é bom para nós, portanto, o sindicato agora tem que demonstrar o que está fazendo de bom e que merece contribuição.
3. Pode parcelar férias em até três períodos
A empresa, com concordância do empregado, pode conceder férias em até três períodos, desde que um período tenha pelo menos 14 dias, e os outros dois tenham mais de 5 dias corridos, por exemplo, pode ser 16 + 8 + 6 = 30. Ah, também fica proibido que o início das férias aconteça em até 2 dias que antecedam feriados ou dias de descanso semanal, ou, seja, não pode dar férias para iniciar na quinta feira, por exemplo.
4. Flexibilidade da jornada diária
A jornada diária poderá ser ajustada e compensada desde que essa compensação aconteça no mesmo mês e se respeite o limite de dez horas diárias, já previsto na CLT. Este item, no entanto, pode ser negociado entre patrão e empregado, com força de lei. E a jornada de 12 horas também pode negociada, mas tem que respeitar às 36 horas ininterruptas de descanso.
5. Intervalo intrajornada
Agora é possível negociar intervalos menores que uma hora de almoço, permitindo que o trabalhador, ao fazer menor horário de almoço, entre mais tarde ou saia mais cedo. Lembre-se que é negociado, ou seja, tem que ter concordância de empresa e do trabalhador.
6. Novas jornadas parciais e temporárias
Agora a jornada parcial de trabalho pode ser de até 30 horas (antes era de 25 horas), mas não tem possibilidade de horas extras, ou é possível tratar 26 horas com a possibilidade de até 6 horas extras. Nestes casos permanecem todos os direitos trabalhistas como férias, décimo terceiro salário, FGTS, e salário mínimo (mas neste caso o salário mínimo deve ser proporcional a jornada parcial).
7. Agora pode jornada intermitente
A jornada intermitente é aquele trabalho super flexível, que acontece em dias alternados da semana, ou só algumas horas por semana, que tem interrupções... E o trabalhador é convocado com pelo menos 5 dias de antecedência. Vamos observar que aeronautas não se enquadram neste tipo de jornada, são classe específica.
8. Terceirização
É permitida a terceirização de funcionários da atividade fim da empresa, ou seja, antes só podia terceirizar quem não era atividade fim. E para segurança do trabalhador existem mecanismos de segurança, que proíbem que o funcionário seja dispensado e logo em seguida terceirizado (por um período de 18 meses), por pessoa jurídica ou terceirizada.
9. Em relação à gestantes e lactantes
Agora elas poderão trabalhar em atividades de grau médio ou mínimo de insalubridade, a gestante deverá ser afastada quando apresentar atestado de saúde de um médico de sua confiança. Pela regra atual, gestantes e lactantes são proibidas de exercer qualquer atividade insalubre.
10. Demissão em acordo agora é legal
A demissão em comum acordo da empresa e do empregado agora passa a ser legal. Por esse mecanismo, a multa de 40% do FGTS é reduzida a 20%, e o aviso prévio fica restrito a 15 dias. Além disso, o trabalhador tem acesso a 80% do dinheiro na conta do Fundo, mas perde o direito a receber o seguro-desemprego. Assessoria com Portal Correio
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, há uma expectativa de crescimento nas taxas de diabetes estimadas em 65% em casos em 2040 (Istock/Getty Images)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira um novo remédio para o tratamento de diabetes tipo 2. O Soliqua, nome comercial do medicamento da farmacêutica Sanofi, será uma alternativa para o controle glicêmico de diabéticos.
A terapia é composta por uma combinação de duas moléculas em uma mesma formulação: a insulina glargina e a lixisenatida, um agonista do receptor do GLP-1, que estimula a secreção de insulina quando a glicose está alta. O medicamento é injetável, aplicado por uma caneta.
O novo método poderá ser indicado para adultos que não tenham o controle adequado da glicemia, apesar do uso de remédios já disponíveis no mercado.
Atualmente, são 14 milhões de pessoas com diabetes no Brasil — cerca de 9% da população. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, metade delas ainda não foi diagnosticada.
No dia 17 de julho, o acidente mais grave da aviação brasileira completa dez anos: a queda do Airbus 320 da TAM, bem ao lado do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Neste domingo (16), famílias das 199 vítimas se reuniram para uma homenagem, no memorial erguido no local da tragédia. Assessoria com G1
A onda de violência no Rio não se resume a estatísticas: números de atropelamentos, assaltos, homicídios. Existe a dor das famílias.
Guilherme, de 15 anos, morreu esperando o ônibus pra escola, na quarta-feira (12). A vida dele valeu um celular que ele não quis entregar. Ninguém foi preso.
No dia 7 de julho, uma mulher grávida foi atropelada de propósito, arrastada, e perdeu o bebê. A vida do filho que não chegou a nascer valeu a bolsa da mãe e uns trocados do pai, esfaqueado pelos bandidos. Ninguém foi preso.
No último domingo (10), Bryan, de 6 anos, estava no banco de trás do carro do pai, que freou em um cruzamento. O carro que vinha atrás bateu de leve, o motorista emparelhou e atirou. Ninguém foi preso.
Nas ruas do Rio, uma pessoa morre de forma violenta a cada duas horas: 13 por dia. Segundo especialistas, isso acaba com a confiança da população nas leis, gera medo. O medo reduz a chance de realização pessoal e espalha na cidade um sentimento de frustração.
Essa é dona Mariusa , Cantora e PROFESSORA do estado do Rio de Janeiro , que enfrentou uma fila pra arrumar uma cesta básica , não consegiu e ainda sim não deixou de cantar , pra mim ela representa o verdadeiro espírito de nós cantores , podemos não ter o que comer mas teremos sempre o que cantar. Estado eu fiz o seu papel esse mês aqui com a dona Mariusa , espero que essa situação se normalize quanto antes , pois muitos idosos estão passando dificuldades extremas. Ela canta em alguns bares , e casas de shows tem uma voz linda , canta samba , bolero e até internacional quem quiser contratar eu super indico 2531-7509. Vamos praticar o bem.
"Enfrentou uma fila pra arrumar uma cesta básica, não consegiu e ainda assim não deixou de cantar, pra mim ela representa o verdadeiro espírito de nós cantores , podemos não ter o que comer mas teremos sempre o que cantar" postou Arlindo Domingos da Cruz Neto, que estava voltando de São Paulo quando viu a notícia, na qual Marilza contava que estava com a geladeira vazia. Ela está entre os cerca de 200 mil servidores do Estado do Rio que estão com salários atrasados.
Arlindinho saiu do Aeroporto Santos Dumont, na manhã deste domingo, diretamente para a casa da professora, no Centro. De lá, seguiram para o supermercado, onde ele deixou Marilza à vontade para escolher o que quisesse, conta:
- Vi a matéria e fiquei realmente tocado com essa situação. Minha família é de músicos, sei quão difícil é essa vida, e ela ainda é professora! Eu chorei muito, fiquei de coração partido. Mas ela pegava só um saco de feijão, um franguinho, olhava o preço. E eu 'pelo amor de Deus, pega as coisas direito' (risos).
Arlindinho ainda convidou a cantora para participar de um de seus shows mensais no Beco do Rato, casa de samba na Lapa. O próximo será em 10 de agosto.
- Postei a foto justamente para que quem tivesse uma casa de show ou bar pudesse levá-la para se apresentar. Ela foi cantando durante todo o caminho para o mercado, canta muito bem, tira onda! E não quer receber ajuda, quer fazer shows e que a situação no estado se regularize. O mais bacana foi isso, ela falava o tempo todo 'Eu só quero cantar'. Mas ao falar da situação dos servidores ela se emocionou e chorou muito - conta, também emocionado.
O encerramento do 'Programa do Ratinho' desta quarta (12) trouxe uma novidade para o público: a retratação que a emissora foi obrigada pela Justiça a fazer, por conta de uma afirmação pejorativa de Ratinho ao se referir a um procurador da República.
Segundo informações de Maurício Stycer, a condenação aconteceu agora, mas o caso aconteceu em 2009, quando Ratinho comentou o envolvimento do procurador José Luciano Arantes em um acidente de trânsito. O caso repercutiu depois do episódio de desacato a policiais militares no Distrito Federal.
Ratinho, na época, disparou contra o procurador, chamando-o de "cidadão despreparado", "descarado", "tarado", "machão" e "brabão", dentre outros.
Depois de perder o caso na Justiça, o SBT teve que exibir a retratação em rede nacional e pegar uma multa o SBT teve que pagar uma multa equivalente a R$ 50 mil. Assessoria com PN
Audi apresentou em seu evento anual de tecnologia, em Barcelona, nesta terça-feira, onovo sedã de luxo A8, o primeiro carro no mundo a ter nível 3 de automação. Isso significa que em determinadas situações, o carro “assume o volante” em estradas, estaciona sozinho na garagem e pode apanhar o motorista na porta de casa. O modelo deve chegar ao Brasil no segundo semestre de 2018, e todo o pacote nível 3 deve estar disponível a partir de 2019. Assessoria com Veja
A expectativa do prêmio acumulado para o próximo sorteio é de R$ 26 milhões.
A quina teve 50 acertadores, e cada um levou R$ 30.735,95. Outras 4.258 apostas ganharam a quadra, com R$ 515,59 para cada.
Excepcionalmente, serão três concursos nesta semana, como parte da "Mega Semana de Férias". Além do sorteio desta terça, haverá outro na quinta (6) e um no sábado (8). Normalmente, os sorteios ocorrem às quartas e sábados.
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.
Após um ano, homem que ficou conhecido por invadir o Fórum do Butantã, na Zona Oeste de São Paulo, com um galão de gasolina e um isqueiro e ameaçar queimar uma juíza e um vigia que trabalham no local foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado.
O julgamento do vendedor Alfredo José dos Santos começou nesta segunda (3) e foi encerrado na noite desta terça (4).
Ele foi condenado a 16 anos e oito meses por tentativa de homicídio contra a juíza Tatiane Lima e três anos e quatro meses por cárcere privado contra a juíza, e absolvido do crime de tentativa de homicídio contra o vigilante.
O crime ocorreu em 30 de março de 2016 e ganhou repercussão após vídeos feitos por celular que mostram Alfredo mantendo Tatiane refém e ameaçando incendiá-la terem sido divulgadas e compartilhadas pelo aplicativo de celular WhatsApp.
Ele havia invadido o local com uma mochila, munido com gasolina, isqueiro, um capacete com a inscrição ‘inocente’ e uma roupa com os dizeres ‘fraude processual’, tudo isso para protestar contra a decisão da Justiça de tirar a guarda de seu filho após sua ex-mulher acusá-lo de agressão. Para chegar até a juíza, o vendedor jogou um ‘artefato explosivo’ na direção do vigilante.
Preso desde então, Alfredo começou a ser julgado na segunda-feira (3) no Fórum Criminal da Barra Funda, também na região Oeste da capital. Além dos depoimentos da juíza e do vigia, o juiz Adilson Paukoski Simoni, da 5ª Vara do Júri, ouviu as testemunhas de acusação e de defesa no primeiro dia até interromper o julgamento para ser retomado nesta terça (23) com o interrogatório de réu.
RIO — O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, determinou o bloqueio de bens de 44 empresários e empresas relacionadas ao esquema de corrupção no setor de Transportes do estado. O magistrado ordenou que R$ 520 milhões da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) ficassem indisponíveis — foram encontrados e bloqueados R$ 240 milhões.
O valor de R$ 520 milhões foi determinado por ser, segundo a investigação, o total desviado no alegado esquema de corrupção. O montante foi estipulado para as empresas de ônibus e os principais envolvidos — outras companhias ligadas aos participantes e os integrantes com atuação menos relevante receberam ordens inferiores de bloqueio, ainda que bastante expressivas.
“VULTUOSAS QUANTIAS”
Foram alvos da decisão judicial todos os 11 presos na Operação Ponto Final, que desbaratou o esquema, além do presidente do Conselho de Administração da Fetranspor, José Carlos Reis Lavouras, que não foi preso por estar em Portugal. Também tiveram recursos bloqueados o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), o operador Carlos Miranda, ambos detidos desde novembro do ano passado, e o ex-presidente do Detro Rogério Onofre, preso na segunda-feira.
A decisão atinge ainda a GH Guanabara, holding do empresário Jacob Barata Filho, responsável pelo controle do maior número de empresas do setor. O presidente da Fetranspor, Lélis Teixeira, e as empresas de ônibus Verdun e Viação Flores também estão na lista.
“Cabe frisar que se está diante de empresários do setor dos transportes, que supostamente, movimentam, através de suas empresas de ônibus e da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), vultosas quantias direcionadas à organização criminosa, com o fito de manter privilégios no referido setor”, escreveu Bretas na decisão.
O advogado da Fetranspor, Marcelo Carpenter, afirmou que vai recorrer da decisão hoje. A defesa não pretende entrar no no mérito da investigação criminal, mas vai alegar o impacto que o bloqueio poderá provocar no sistema de transportes do Rio. Segundo ele, a Fetranspor transfere diariamente cerca de R$ 19 milhões para concessionárias de vários modais, como barcas, VLT, trens, metrô, além dos próprios ônibus, em função do uso do sistema Riocard. Sem esses repasses, de acordo com o advogado, os sistemas poderão ter problemas em poucos dias, como o abastecimento de combustíveis nos ônibus.
— A medida poderá provocar um colapso nos transportes do Rio — ressaltou Carpenter.
A investigação aponta que mais de R$ 500 milhões foram desviados neste braço do esquema de corrupção comandado por Cabral. O Ministério Público Federal (MPF) apontou pagamentos de R$ 260 milhões, entre 2010 e 2016, a autoridades públicas e empresários — o destino do resto dos recursos, por envolver autoridades com foro privilegiado, está sendo investigado pela Procuradoria-Geral da República. Em troca da propina, os donos das empresas de ônibus receberam benefícios como subsídios em impostos (IPVA e ICMS sobre o diesel) e autorização para aumento das tarifas, mesmo acima de valores indicados por estudos. técnicos Também por envolver autoridades com foro, a delação premiada do doleiro Álvaro José Novis, que forneceu detalhes e a contabilidade do esquema, foi homologada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
PAGAMENTOS ATÉ A PRISÃO
Dos R$ 260 milhões com destinatários identificados, R$ 122,8 milhões foram para Cabral, em pagamentos que aconteceram até o mês de sua prisão. O ex-presidente do Detro, o departamento da Secretaria estadual de Transportes que fiscaliza as empresas de ônibus, recebeu R$ 44 milhões. Jacob Barata Filho, por sua vez, ficou com R$ 27, 5 milhões de propina.
Dois homens foram mortos na manhã desta quinta-feira (4) durante uma troca de tiros com policiais militares que trabalham na segurança do secretário de Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte, Wallber Virgolino. O confronto aconteceu durante uma tentativa de assalto a um posto de combustíveis no bairro de Neópolis, na Zona Sul de Natal.
“A gente estava abastecendo o carro, eles foram assaltar o posto de gasolina, e olha o que deu. O crime me persegue”, disse o secretário em um grupo de whatsapp
O secretário disse que chegou ao posto minutos depois. Os policiais não se feriram.
Segundo o secretário, os seguranças deram voz de prisão aos criminosos, que reagiram atirando. "No revide, os dois assaltantes foram baleados e morreram antes da chegada do socorro médico. Com eles foram apreendidos um revólver calibre 38 e munições", afirmou Virgolino.
O pai do soldado Vinícius Ferreira Dias, de 32 anos, disse que o Rio precisa de paz. "Só Deus para olhar por nós”, desabafou Moisés Dias, de 67 anos, durante o sepultamento do filho no final desta manhã, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. Foi o segundo que ele sepultou esse ano. O PM havia sido baleado no domingo, durante assalto, quando chegava à casa da mãe, em Realengo, para almoçar. Ele morreu na madrugada de quarta-feira, no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, também na Zona Oeste, onde estava internado.
— A violência está demais. Tem que fazer algo. Continuar desse jeito não dá. Onde vamos parar? Só peço paz. Vamos lutar pela paz —apelou o policial militar reformado.
Os irmãos policiais Eduardo (à esquerda) e Vinícius Foto: Reprodução
Ainda abalada, a mãe do soldado não quis dar declarações. Em maio ela havia perdido outro filho, o também PM Eduardo Ferreira Dias, de 37 anos, morto durante um ataque de bandidos no Morro da Mangueira, na Zona Norte da capital. Já o irmão dos dois soldados, Vitor Hugo Ferreira, disse ser um absurdo o policial precisar esconder a farda até onde mora, com medo de morrer.
—Tem de lavar e esconder a farda dentro de casa, porque ninguém pode ver. Temos nossa honra e orgulho deles — disse.
Colegas de farda levam até a sepultura caixão do soldado morto Foto: Marcio Alves / Extra
Vinícius trabalhava no Centro de Recrutamento e Seleção de Praças.Ele havia sido atingido na barriga e no peito ao ser rendido na Rua Marechal Marciano por um um homem armado. O policial estava acompanhado da mulher, que nada sofreu. Além do carro, os criminosos fugiram levando a arma do agente e documentos.
Já seu irmão, Eduardo foi alvo de disparos quando dirigia uma patrulha pela Rua Visconde de Niterói, num dos acessos ao Morro da Mangueira. Bandidos em motocicletas passaram atirando. O agente chegou a ser socorrido para o Hospital Quinta D’Or, em São Cristóvão, na Zona Norte, mas não resistiu aos ferimentos. Eduardo estava na corporação desde 2013. Ele era casado e tinha dois filhos.
O desemprego subiu para 11,3% no trimestre encerrado em junho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é a maior já registrada pela série histórica da Pnad Contínua, que teve início em janeiro de 2012.
No trimestre encerrado em março, o índice de desemprego foi de 10,9% e no período de abril a junho de 2015, de 8,3%. No trimestre de março a maio, a taxa bateu 11,2%.
A população desocupada cresceu 4,5% em relação ao primeiro trimestre e chegou a 11,6 milhões de pessoas. Já na comparação com o 2º trimestre de 2015, o aumento foi de 38,7%.
Por outro lado, a população ocupada somou 90,8 milhões de pessoas e mostrou estabilidade em relação ao 1º trimestre e queda de 1,5% sobre o período de abrio a junho de 2015.
TAXA DE DESEMPREGO
em %
Fonte: IBGE
Segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, a ocupação se manteve estável em relação ao trimestre anterior, no entanto, foi menor do que em 2015. "Com o crescimento da população em idade para trabalhar (1,3%) e a redução da população ocupada, o nível da ocupação no ano caiu de 56,2% para 54,6%." A Pnad entrevista 211 mil domicílios em 3.464 municípios e 15.756 setores do país.
Também não houve alteração em relação à quantidade de trabalhadores com carteira assinada, que ficou em 34,4 milhões. Já na comparação com o mesmo trimestre do ano anteriro, esse número caiu 4,1%. De acordo com Azeredo, essa retração gera "um movimento de pressão" ao mercado de trabalho.
Rendimento Em um ambiente de desemprego em alta, o rendimento médio dos trabalhadores acabou caindo e atingiu R$ 1.972. Sobre o 1º trimestre, a renda diminuiu 1,5% e em relação ao 2º trimestre do ano passado, 4,2%.
"Os trabalhadores estão ganhando menos. Você tem no segundo semestre massa de rendimento de trabalho circulando menos do que o que estávamos tendo no trimestre passado e no ano anterior. Isso vai reduzir consumo, gastos e vai refletir no comércio, na indústria, ou seja, vai criar esse círculo vicioso que você vê no mercado de trabalho”, analisou o técnico.
Segundo Azeredo, o país voltou ao patamar do início de 2013. "Nós demos uma marcha ré de, pelo menos, três anos. A massa de rendimento que a gente tem hoje, e o rendimento médio que a gente tem hoje, é o que a gente tinha em janeiro em 2013. Isso levando em consideração a inflação.”
O número de trabalhadores domésticos chegou a 6,2 milhões e cresceu 3,7% em relação ao ano passado. Na comparação o trimestre anterior, por outro lado, ficou estável.
Na contramão, a quantidade de trabalhadores no setor público cresceu 3% em relação ao 1º trimestre e chegou a 11,3 milhões. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve estabilidade.
O número de empregadores, que somou 3,7 milhões, caiu 7,3% sobre um ano antes, mas não variou em relação ao trimestre de janeiro a março de 2016.
Em tempos de desemprego, costuma subir o número de trabalhadores por conta própria. De abril a junho deste ano, esse número ficou em 22,9 milhões. O contingente ficou estável em relação ao trimestre de janeiro a março de 2016 e avançou 3,9% frente ao segundo trimestre de 2015.
Na análise dos tipos de atividade, o IBGE aponta que houve, frente ao trimestre de abril a junho de 2015, queda da quantidade de empregados da indústria geral (11%), e informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (10%).
Na contramão, cresceram os números em construção (3,9%); transporte, armazenagem e correio (5%); administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,1%) e serviços domésticos (5,3%).
“Esse segundo trimestre gera expectativa de redução da desocupação porque ele já está longe dos meses que você tem o componente sazonal atuando. Seria um mês onde a gente poderia ver uma certa recuperação do mercado de trabalho, mas isso não foi observado. A pressão no mercado de trabalho é forte”, analisou Cimar Azeredo.